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Transtornos alimentares e mentais

Organização Mundial da Saúde  classifica a anorexia nervosa como Transtorno Mental e do Comportamento. A pessoa quer perder peso por causa de um desejo doentio em emagrecer e uma obsessiva aversão à obesidade .O emagrecimento excessivo enfraquece as defesas orgânicas, pela perda de musculatura , de proteínas, vitaminas e acaba levando a transtornos mentais, pela falta ou desequilíbrio de substâncias indispensáveis a uma boa saúde mental.

Os principais sinais comportamentais que podem apontar para um anoréxico, são alteração de humor, irritabilidade, ansiedade, tristeza, desânimo, tendência ao isolamento da família e amigos, desinteresse por quase tudo.No campo físico, os primeiro sinais da doença são: menstruação escassa ou irregular (ou até a suspensão dela), pele seca, palidez, tonturas queda de cabelo, interrupção de uma trajetória de crescimento (para quem ainda está nessa fase). 


O auxílio médico, medicamentoso e psicoterapêutico pode levar à retomada de uma rotina normal. 
Urbanização e ocidentalização pode levar a aumento das taxas de transtornos alimentares (TA). 
Todos os psiquiatras em áreas rurais de Bangalore foram contatados por telefone, email, ou pessoalmente para registrar informações sobre o número e a natureza dos distúrbios alimentares que tinham visto na sua prática no último ano. 

Sessenta e seis psiquiatras participaram do estudo. Trinta e oito (56%) tinham a prática privada e 28 (42%) em hospitais de ensino. 45 (67%), relataram ter visto pacientes com transtornos alimentares no último ano. O número total de casos observados foi de 74. Destes, 32 foram diagnosticados como anorexia nervosa (AN), 12 como bulimia nervosa (BN), e 30 como transtornos alimentares não especificados. Dezesseis (23,5%) dos entrevistados foram da opinião de que os fatores endócrinos estavam desregulados e aumentandos em Bangalore, 18 (26,5%) sentiam-se as taxas mantiveram-se estáveis e 28 (42%) não tinham certeza. 

Int J Eat Disord. 2011 Aug 30.

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Quem foi Fabio Montenegro?


Um exemplo de entusiasmo pela educação
Quando pensou em criar o Instituto Paulo Montenegro em 2000, a direção do Grupo IBOPE não teve dúvidas sobre em quais mãos colocaria tão caro projeto. Foi assim que Fabio Montenegro, com todo entusiasmo que permeou sua existência, aceitou a tarefa de criar esta instituição que elegeu a Educação como seu foco principal. Como grande articulador, Fabio conseguiu reunir em torno do Instituto Paulo Montenegro os melhores talentos que, como ele, batalharam para melhorar o ensino público neste país.
Formado em Ciências Sociais e Antropologia pela Unicamp, Fabio tinha longa experiência no terceiro setor. Trabalhou com tecnologia da informação no Programa Voluntários da Comunidade Solidária, foi consultor de relações empresariais-indígenas do Instituto Ethos e consultor de alternativas econômicas para populações indígenas do Instituto Socioambiental. Antes, atuou como coordenador de software educacional na Prodam, da Prefeitura de São Paulo, e foi produtor cultural na Fundação Bienal de São Paulo. Ainda na adolescência, engajou-se na ONG Dilaram Houses, onde atuou em programas de assistência social e de recuperação de dependentes químicos no Afeganistão, Índia, Nepal, Amsterdã e Berlim.
Em todas as tarefas que abraçou, Fabio sempre deu o melhor de si. Em decorrência, veio o reconhecimento. Em 1995, recebeu o prêmio Jabuti de melhor produção editorial e, em 1992, ganhou o prêmio Estímulo de Roteiro de Cinema do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura Municipal de Campinas. Sob sua gestão, o Instituto Paulo Montenegro também recebeu o prêmio Jabuti em 2004, na categoria Educação, Psicologia e Psicanálise, pela organização do livro Letramento no Brasil, com análises sobre o INAF - Indicador de Alfabetismo Funcional.

Fabio se foi prematuramente, aos 51 anos, no dia 17 de junho de 2006. Deixou a mulher Silvia Mattiazzo, os filhos Max, Isa e Léo, e uma imensidão de admiradores que cultivou ao longo de sua vida.
Fonte: http://nepsope.blogspot.com/

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Bullying: especialistas alertam para problema no ambiente de trabalho


Fofoquinhas, intimidações, manipulações: comportamentos que fazem um profissional se sentir humilhado em seu ambiente de trabalho. O bullying é um mal que não atinge só os colégios. Também existe nos espaços corporativos, e é muito mais comum do que se imagina. As vítimas acabam sofrendo duplamente: além da agressão, existe a vontade de manter-se no emprego, o que torna ainda maiores as proporções do problema. As consequências vão de estresse e insônia a episódios de depressão.
Segundo Silvio Celestino, coach de executivos e autor do blog Conversa de Elevador, ao contrário do assédio moral, o bullying costuma ser praticado por colegas do mesmo nível hierárquico. Pode acontecer de forma sutil ou ser grosseiro e envolver preconceitos, como de raça e gênero.
- Um dos indícios de que alguém está sofrendo bullying é o fato de a pessoa ser excluída de processos nos quais deveria estar envolvida, pelo cargo que ocupa. Outro indício é quando o profissional não consegue ser incluído em círculos informais de colegas, sem motivo aparente - explica Celestino.
Karina Jacques, advogada e professora da Academia do Concurso, afirma que o número de demandas judiciais acerca do bullyingna Justiça do Trabalho cresce a cada dia. Segundo ela, as decisões têm sido de repressão à prática do bullying, e de indenização para a vítima, tanto por parte do agressor quanto da empresa que permitiu a conduta.
- Este tipo de comportamento é visto pelo Direito como uma ofensa a um direito fundamental do indivíduo, que é a sua dignidade. Ofender a dignidade humana não pode ser considerada uma conduta normal na relação de trabalho, afinal o trabalhador está vendendo seu trabalho, não sua honra.
Mas o que a vítima pode fazer para se proteger e defender seu emprego? Embora seja um assunto que gere polêmica, muitos especialistas acreditam que o primeiro passo é conversar com o agressor para tentar resolver o problema. Caso não surta efeito, o profissional tem a opção de procurar outras oportunidades e sair da empresa, ou relatar o caso à chefia e ao setor de assistência social e psicológica da firma. Uma ação judicial contra o agressor - e, se for conivente, contra a própria empresa - é o último recurso.
- Se a liderança da empresa não observa esse tipo de comportamento, ou se não possui ouvidoria, é improvável que se importe com bullying - explica Celestino. - Além disso, depois de uma reclamação com o chefe, fica difícil conseguir conquistar seu lugar na equipe.
Para a consultora Ylana Miller, que dá aula de gestão de carreiras no Ibmec, muitas corporações acabam sendo coniventes com o bullying:
- Às vezes é uma questão cultural na empresa. Se for o caso, cabe à vítima escolher se quer continuar num ambiente assim. A partir do momento em que o profissional percebe o que se passa, tem a chave para decidir melhorar seu futuro.
Ylana explica que o bullying muitas vezes é manifestado por meio de manipulações sutis que nem sempre são percebidas inicialmente pelas vítimas, mas que vão prejudicando seu crescimento profissional. Um exemplo é quando um colega fica com o crédito pela ideia de outro, diante da chefia, mas consegue transmitir para a vítima a ideia de que a está ajudando.
- É uma epidemia invisível - define Ylana.

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Fãs de Lady Gaga estariam cometendo bullying contra Adele


Liderar a lista de vendas mundiais é toda uma honra, mas se isso implica a destronar a Lady Gaga e a enfurecer a seus seguidores pode não terminar bem. A cantora Adele, que não para de colher sucesso em sua carreira está tendo que enfrentar deboches e piadas pesadas por parte dos seguidores da diva do pop.
Em defesa de Gaga, muitos de seus seguidores não duvidaram em atacar à inglesa a base de piadas cruéis como: “Confirmado: Gaga não levará o vestido de carne porque tem medo de que Adele lho coma”.
Também encheram o site com vídeos e montagens de muito mau gosto protagonizados pela artista de “Someone Like You” com o jogo de palavras “I born this weight”, se referindo ao peso da cantora.
O acosso contra Adele aumentou depois que a artista foi obrigada a cancelar sua gira por motivos de saúde já que foi operada para extirpar nódulos na garganta. Os seguidores de Gaga asseguravam que se devia a que não tinha vendido suficientes entradas para rentabilizar sua gira.
Um dos representantes de Lady Gaga assegurou ao diário Daily Mail: “Lady Gaga não aprova o acosso a ninguém por seu aspecto físico, isso vai na contra tudo o que ela representa. Um punhado de fãs puderam decepcioná-la”.

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VI Seminário Estadual NEPSO-PE


PROGRAMAÇÃO
SEXTA-FEIRA  25/11/2011
Horário
Atividade
MANHÃ
8h às 10horas
Reunião específica do Núcleo de Recife, Zona da Mata e Região Metropolitana (Profa. Helena Sandra - Coordenadora do Núcleo)
10horas às 10h30
Abertura – Vídeo NEPSO-PE: histórias e saberes construídos em Pernambuco (Coord. Adelmo Camilo e Luciano Cavalcanti)
10h30 às 11horas
Nossas impressões/reações sobre o vídeo: falas e depoimentos espontâneos a partir da experiência com o NEPSO
11h00 às 11h30
Relato do IX Congresso Internacional NEPSO – Luciano Cavalcanti – Coordenador NEPSO-PE e professores que participaram do IX Congresso.
11h30 às 12horas
Pesquisa Multipaís (Coord. Alunos do Colégio de Aplicação – UFPE)
12h às 14horas
Almoço
TARDE
14h às 16horas
Apresentações dos projetos das escolas (Coord. Profa. Glória Cavalcanti – Coordenadora Núcleo Garanhuns/Agreste/Sertão)
16horas às 16h20
Intervalo: lanche
16h20 às 17h20
Continuação da apresentação dos projetos
17h20 às 18horas
Apreciação, pelos participantes, dos projetos apresentados.
18h às 19horas
Jantar
19h às 21horas
Passeio na orla de Boa Viagem
SÁBADO – 26/11/2011
Horário
Atividade
MANHÃ
08h30 às 09h30
Palestra – 10 anos NEPSO: desafios e continuidades (Marilse Araujo – Coordenadora internacional do NEPSO)
09h30 às 10h10
Atividade em grupo
10h10 às 10h30
Intervalo: lanche
10h30 às 11h10
Atividade: Plenária/socialização dos resultados dos grupos (Coord. Marilse e Luciano)
11h10 às 12horas
Feira cultural solidária: histórias locais, música, poesias, símbolos municipais, souvenirs, comidas típicas etc. (tudo à base de troca).
12horas às 14horas
Almoço
TARDE
14h às 15horas
Apresentação e apreciação do novo Manual e do novo site do IPM. (Coord. Equipe NEPSO-PE)
15horas às 15h30
Encerramento: Obrigado pela participação e boa viagem!

Local: CECINE-UFPE: Avenida Professor Artur Sá, s/n – Campus da UFPE. Cidade Universitária – Recife-PE. Telefone/Fax: (81) 2126-7030. E-mail: cecine@ufpe.br.

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Pais denunciam discriminação de crianças diabéticas nas escolas

Em particular, a confederação aponta os casos de duas crianças, de oito e treze anos, de escolas das zonas de Gaia e Setúbal, alegadamente discriminadas por serem diabéticas. “Estes foram os casos que nos chegaram, mas estou convencida que existem muitos mais”, disse Maria José Salgueiro, da CONFAP. 

Contactada pela Agência Lusa, fonte do Ministério da Educação e Ciência explicou que “este tipo de situações deve ser comunicada às direcções regionais de educação para posterior averiguação e tomada das diligências consideradas adequadas”. “O Ministério da Educação e Ciência promove a igualdade de oportunidades de crianças e jovens”, acrescentou a tutela. 

Segundo a responsável da CONFAP, nestes casos, “o que se passa é uma falta de conhecimento, de boa vontade e falta de ligação entre equipas, nomeadamente com os centros de saúde”. 

Numa das escolas onde ocorreu um dos casos, “havia uma desresponsabilização completa”. “É uma menina de oito anos que já fazia a injeção, mas precisava que alguém durante o dia fosse ajudando no controle” da medição dos níveis de açúcar no sangue. “Ninguém na escola queria assumir essa função, o que se tornou um bocadinho dramático para os pais. A mãe estava a pensar deixar de trabalhar e ficar à porta da escola para garantir a vida da filha”, disse Maria José Salgueiro. A criança estava, inclusive, “impedida” de participar em passeios e visitas de estudo, acrescentou. 

Na sequência de reuniões com a direcção da escola, associação de pais, centro de saúde e delegado de saúde “conseguiu chegar-se a um entendimento. 

Outra situação que a CONFAP ainda está a acompanhar está relacionada com um rapaz de 13 anos. “É um caso dramático, porque era também vítima de bullying, o que obrigou à sua transferência para outro estabelecimento de ensino. O rapaz não queria ir à escola e chegou a dizer à mãe que se queria matar. É uma criança muito deprimida e revoltada com a sua doença”, disse a mesma responsável. Maria José Salgueiro lamentou que na escola “ninguém se tenha preocupado com a parte emocional daquela criança. Pelo contrário, preocupavam-se apenas em puni-lo sempre que extravasava a sua revolta”. 

Numa declaração enviada à Lusa, a propósito do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala segunda-feira, o presidente da Federação Internacional da Diabetes (IDF) - Região Europa, João Nabais, defendeu que “a discriminação das crianças com diabetes é alarmante e uma realidade que ainda existe”. “Os problemas vão desde a recusa no acesso a creches ou escolas pré-primárias ou não dar as condições necessárias para a administração de insulina ou a medição dos níveis de açúcar no sangue, passando pela exclusão nas actividades desportivas e viagens escolares”, acrescentou.

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Preconceito na TV contra brasileiras provoca protesto em Portugal


Um programa de animação exibido na estatal portuguesa Rádio e Televisão de Portugal (RTP2), em rede nacional, traz uma prostituta que fala com sotaque brasileiro entre os seus personagens principais. O “Café Central”, transmitido todos os dias desde setembro, tem sido alvo de protestos em Portugal e fortalecido as teses de que o preconceito contra as mulheres brasileiras no país tem sido recorrente em virtude, sobretudo, do viés politico por parte da mídia.
Um grupo de entidades e brasileiras residentes em Portugal criou na internet um “Manifesto em repúdio ao preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal”, em protesto contra “Café Central” e a estigmatização das brasileiras nos meios de comunicação de Portugal.
O programa, exibido no início da madrugada e retransmitido pelo serviço internacional do canal para vários países, narra a história de seis personagens que discutem os temas da atualidade (do próprio dia), às voltas de um balcão de um café. Em uma apresentação no mês passado, a RTP pôs como destaque do programa em sua página na internet uma conversa entre um dos personagens da atração, Silva, dono do “Café Central”, e a prostituta Gina: “Ahh, Gina, Gina… sempre que te vejo a bambolear essas libidinosas, sonho que estou no meio do Estádio do Dragão [Futebol Clube do Porto], com os Super-Dragões [torcida organizada do clube] a entoarem cânticos de paixão enquanto eu e tu fintamos o destino e marcamos golos nas redes da malícia”.
A situação ultrapassou o universo virtual: o grupo de repúdio já se manifestou publicamente nas ruas de Lisboa e tenta avançar com outro tipo de ações. Segundo Mariana Selister Gomes, criadora do grupo, a personagem Gina é mais um exemplo de estigmatização da mulher brasileira na comunicação social portuguesa. “Esse estigma é construído em torno de um imaginário de hipersexualidade das brasileiras e disponibilidade de seus corpos aos portugueses”. Para Marina, esse estigma, por si só, já é uma violência simbólica e prejudica a vida das brasileiras, “pois se transforma em assédio sexual, assédio moral, chegando mesmo a casos graves de violência física e sexual”.
Uma análise contundente do grupo é destinada à construção da personagem, retratada “como prostituta e maníaca sexual, alvo dos personagens masculinos”. “Trata-se de um desrespeito às mulheres brasileiras, que pode ser considerado racismo, pois inferioriza, essencializa e estigmatiza essas mulheres por supostas características fenotípicas, comportamentais e culturais comuns.”
“Situação faz parte da cultura europeia”
Não se trata de um fenômeno novo, critica Mariana, já que “fazem parte da história europeia genocídio indígena, escravidão africana, genocídio judeu, o que se altera é o alvo e, atualmente, são os imigrantes e, em Portugal, principalmente as brasileiras. Enquanto não houver um esforço coletivo, políticas de educação antirracista e de ações afirmativas, o quadro vai se repetir”.
Residente em Lisboa, onde cursa seu doutorado, Mariana defende que as autoridades portuguesas respeitem a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, da qual tanto Portugal quanto o Brasil são signatários. Sem isso, argumenta Mariana, viola-se o Memorando de Entendimento entre Brasil e Portugal para a Promoção da Igualdade de Gênero. No documento, consta que esses países estão “resolvidos a conjugar esforços para avançar na implementação das medidas necessárias para a eliminação da discriminação contra a mulher em ambos os países”.
Beatriz Padilla, professora do Centro do Investigações e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa, estuda a comunidade brasileira em Portugal há anos e pondera que, reiteradas vezes, já alertou sobre a existência de uma grande discriminação não só contra os brasileiros, mas contra os diferentes em geral. “Com elas [as brasileiras] a situação é insustentável, já que o estereótipo que existe é reforçado pelos meios de comunicação. Nunca faltam bundas de brasileiras em revistas, capas de livros etc. A maior parte das pessoas, incluso os acadêmicos – e até certo ponto os próprios brasileiros – justificam e culpabilizam a mulher brasileira.”
Para Beatriz, o estereótipo existe e tem gerado experiências demasiadamente negativas. “O dia a dia de ser brasileira em Portugal é um peso, sempre há desconfiança de todos pela seriedade e integridade dela.” A pesquisadora da Universidade de Coimbra Isabel Ferin tem uma visão diferente sobre a influência tão direta da mídia na discriminação, porém concorda que o programa da RTP2 é todo construído sobre estereótipos. Ressalva apenas que o fato de colar a prostituição a uma mulher brasileira só reforça um preconceito pré-existente. “Como se trata de uma estrangeira, acaba por funcionar também como estigma.”
A inclusão de Gina é extemporânea, observa Isabel. “Neste momento, a autoestima portuguesa está tão baixa, que o fato de ainda ter brasileiros que querem trabalhar e ficar em Portugal anima a população. Não vejo sinais na mídia de discriminação. Não percebo, por isso, como surgiu essa personagem, que me parece fora de prazo.”
Para o presidente da Casa do Brasil em Lisboa, Carlos Henrique Vianna, é preciso protestar contra esse tipo de situação. Não por acaso, a casa assinou o manifesto. “É inegável que há muitas trabalhadoras do sexo brasileiras em Portugal e na Europa, com consequências na imagem da imigrante em geral. Para nós, o importante é dignificar permanentemente a imagem dos imigrantes combatendo o preconceito.”
O grupo que criou o manifesto na internet estava, na altura do fechamento desta edição, com mais de 1.100 assinaturas e contava com o apoio de mais de 20 organizações sociais tanto portuguesas quanto brasileiras, além do suporte de sete conselheiros do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior. “Estamos fazendo a entrega do manifesto para autoridades de Portugal e do Brasil, como uma denúncia coletiva. O próximo passo é cobrar das autoridades que tomem atitudes contra o preconceito”, disse Mariana.
Fonte: Valor Econômico

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Suposto "bullying" pode levar colégio CIN à Justiça

Escola abordada no texto.
Um caso envolvendo suposto "bullying" pode levar aos tribunais uma das escolas mais tradicionais de Cuiabá, o Colégio Isaac Newton. Um aluno de 15 anos diz ter sido vítima de agressões por parte de uma professora, durante aula. Ele gravou o áudio, em seu celular, onde a professora o insulta. 

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. 

Tudo começou há duas semanas, quando o aluno foi repreendido por estar com um aparelho de celular na mão. A professora K.O., ao tentar lhe tomar o aparelho, acabou derrubando o mesmo no chão. 

Segundo testemunhas, a professora o expulsou da sala em meio a ofensas. Como os pais foram reclamar da postura da professora, na quarta feira (09) houve outra cena, mais grave. 

"Ela (a professora) ofendeu o aluno novamente. Falando para toda a classe, no microfone, sem citar nomes, mas olhando sempre para ele, a professora o xingou, disse que ele não tinha caráter. Disse também que ele devia ser homem para resolver o problema sozinho, e não fazer fuxico para os pais", diz uma testemunha. 

A professora teria dito ainda que, quem não quer estudar, que devia procurar uma escola pública, já que existem vagas e cotas na UFMT, por exemplo. Ao final do "discurso", e após o término da aula, a professora foi em direção ao aluno, meio que querendo tirar satisfação. Toda a fala da professora foi gravada pelo aluno. 

Apuração
A professora Yvone Guinami, diretora do CIN, admitiu ao MidiaNews a ocorrência do problema. "Estamos em fase de apuração dos fatos. Iremos ouvir a professora, o aluno, testemunhas e o coordenador. Iremos ouvir a gravação com a professora e apurar os fatos. Em seguida, iremos tomar as medidas cabíveis, com muita justiça", disse.

A diretora não soube dizer quanto tempo esse procedimento levará. "Não tenho como dizer isso agora", afirmou. Ela não descartou uma eventual demissão da professora de História. 

À reportagem, ela admitiu que já ouviu a gravação, mas não quis falar nada a respeito. Questionada se considera a situação grave, ela apenas disse: "Não tenho como me posicionar neste momento. Quero ouvir todo mundo".

O pai do aluno afirmou que aguarda um posicionamento efetivo da direção do colégio e que irá se reunir com seu advogado para analisar a eventualidade de acionar o CIN judicialmente. 

"Profissionais competentes"
No site do colégio, seu diretor superintendente, Francisco Carlos de Oliveira, afirma, em mensagem institucional, que "a formação integral exige trabalhar o ser humano como um todo, abrangendo fundamentalmente os aspectos: intelectivo, físico, psico-emocional-comportamental e filosófico-social".

"Na prática, a proposta do CIN exige uma escola altamente especializada, através de departamentos multidisciplinares, além de uma equipe de profissionais competente, com elevado grau de capacitação e comprometimento. O Colégio Isaac Newton está preparado para, juntamente com a participação efetiva da família, cumprir a sua missão: formação integral dos alunos, preparando-os para a vida", conclui a mensagem.

CIN emite nota 
A direção do Colégio Isaac Newton emitiu uma nota oficial sobre o episódio envolvendo a suposta prática de bullying entre uma professoara de História e um aluno de 15 anos. 

Confira a nota:"O Colégio Isaac Newton (CIN) vem a público esclarecer que abriu um procedimento administrativo para apurar denúncia de que um aluno teria sido insultado dentro da instituição por parte de um de seus docentes.

A direção da escola, no entanto, faz questão de deixar claro que sempre primou pela ordem e respeito entre professores, alunos e demais funcionários. E que está dando ao professor em questão todo o direito de se defender da acusação.

A direção da escola já se reuniu com os pais do estudante, que se sentiram satisfeitos com os encaminhamentos, e está à disposição para quaisquer esclarecimentos."

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Informações 2011 - Seminário E. NEPSO

GPON 2011.doc Clique aqui e faça download do arquivo.

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Sem dúvidas (Parte 7/7)


Caroline Bittencourt diz: 'Padrão de beleza é um crime para toda sociedade'.

Caroline Bittencourt, de 29 anos, se surpreendeu ao fazer uma pesquisa para uma peça teatral sobre anorexia, durante o curso na escola de teatro Célia Helena, em São Paulo.  Ela constatou que, apesar de o distúrbio atingir mulheres de diferentes idades e classes, não é tratado com o devido cuidado pela sociedade.

Disposta a colaborar com a causa, a modelo e atriz se reuniu a outras mulheres que sofrem com a doença e decidiu liderar a “Marcha das Famintas”, que acontece nesta sexta-feira, 28, em São Paulo.

Em entrevista exclusiva ao “Yahoo!”, a loira fala sobre padrões de beleza, bastidores do mundo da moda e revela as histórias que a levaram refletir.  Confira:

Nesta sexta-feira, 28, você vai liderar a "Marcha das Famintas”. De onde surgiu a ideia?
CB: Tive vontade fazer uma peça de teatro sobre o tema e, pesquisando, vi que apesar de ser uma doença muito comentada, pouca informação é passada. Descobri também que a doença não é tratada com o real respeito. O Ambulim, que é referência no tratamento desta doença, só possui 10 leitos. O governo precisa atentar e voltar a atenção para a anorexia, que é um caso de saúde pública.  Falo isso porque as pessoas sempre ligam a anorexia às modelos, quando na verdade ela está atingindo muitas mulheres de diferentes idades e classes sociais.

Uma amiguinha da sua filha te surpreendeu ao falar sobre corpo e medidas, né? 
CB: Escutei uma conversa de uma amiguinha de minha filha, de apenas nove anos, preocupada com o quadril. Preocupação muito cedo para uma criança, mas que, infelizmente, já cresce sendo pressionada com uma "imagem de corpo ideal". Conversei com muitas mulheres que já enfrentaram este drama e resolvemos lançar uma campanha contra a anorexia. A ideia é que a informação chegue à população. Queremos captar recursos para o aumento do número de leitos no Ambulim e a criação de outros centros para tratamento.

Sendo modelo, certamente você deve ter ficado perto desse tema diversas vezes. Como é que esses distúrbios alimentares se dão no mundo da moda?
CB: Escutei, inúmeras vezes, meninas magérrimas que estavam prontas para entrar nas passarelas insatisfeitas, dizendo que se sentiam gordas ou inchadas por terem comido um tomate! Infelizmente, é uma doença muito escondida e camuflada no mundo da moda. E as próprias pessoas que sofrem de anorexia, sejam modelos ou não, sentem uma grande dificuldade para assumir a doença, pois ela vem mascarada como se fosse uma vaidade ou até um cuidado com o corpo de se fazer uma dieta "inofensiva". Assisti recentemente a um documentário no Discovery dizendo que 40% das modelos sofrem de distúrbios alimentares! Isto é muito preocupante.

Receber um "não" de uma agencia ou de uma campanha por estar pouquíssimo acima do peso indicado me parece bastante perturbador para uma modelo...
CB: Acho uma situação muito complicada, pois às vezes estamos falando de meninas ainda adolescentes que saíram de suas cidades rumo a São Paulo com o sonho de ser modelo. Essas meninas acabam vindo sozinhas, e a referência de segurança para elas é a agência. Eu mesma já escutei várias pessoas do mundo da moda falando absurdos para muitas meninas, incentivando-as a perder ainda mais peso e sem preocupação nenhuma com a saúde e com o psicológico delas.

Chegou a conhecer alguma história que te assustou?
CB: Por eu ter ido algumas vezes no Ambulim, em minha pesquisa, me deparei com muitos casos assustadores. É muito difícil compreender a imagem distorcida que essas mulheres tem de si mesmas. Mesmo muito magras e com um IMC (índice de massa corporal) muito abaixo do considerado saudável, elas continuam se vendo gordas - e estou falando de mulheres que às vezes estão pesando somente 30kg! Fiquei muito impressionada com uma paciente que substituía a alimentação por cimento para saciar a fome. Ela acreditava que dando peso ao estômago não iria engordar, por não ingerir gordura! Também vi um documentário sobre uma menina de oito anos que precisou ser internada com anorexia nervosa.

O que acha desse padrão magérrimo e, muitas vezes, surreal proposto pela moda? De qual maneira ele repercute para as demais mulheres (não-modelos)?
CB: Acho realmente um padrão surreal, pois normalmente uma modelo inicia sua carreira muito nova, por volta dos 14 anos. Nessa fase, é normal que o corpo seja muito magro e ainda sem formas e curvas de um corpo de mulher. Mas o impossível é manter esse corpo conforme a idade vai passando, é uma luta contra a própria natureza feminina! Este padrão imposto é um crime para toda a sociedade! Se pensarmos no século passado, o belo eram mulheres rechonchudas e cheias de formas, visto pelas pinturas renascentistas. Mas quem define o belo? Não existe beleza em todas nós, mulheres, independentemente do peso, da raça, do tipo de cabelo?

Para você, um corpo bonito é um corpo magro?
CB: Não necessariamente. Para mim, ter um corpo bonito é ser feliz e saudável. As próprias mulheres com quem conversei e que já passaram e superaram a anorexia, me disseram que elas sempre achavam que a felicidade estava em 1kg a menos e que se sentiam prisioneiras e escravas do próprio corpo, pois, além de dispensarem muita atenção à ele, quando estavam muito magras, apresentavam um corpo muito frágil, sujeito à muitas doenças, e, muitas vezes, não tinham nem energia para andar. Então considero belos os corpos de mulheres que são felizes e não fazem dele uma prisão. E, na minha opinião, não existe um único padrão de beleza, jamais!

E o uso de remédios inibidores de apetite?
CB: Eu acho o uso destes remédios um absurdo, assim como o uso frequente de laxantes e diuréticos.

Sua filha de 10 anos quer ser estilista e você já declarou que apoiaria caso ela quisesse ser modelo. Engajada na "Marcha das Famintas", tem conversado com ela sobre o assunto?
CB: Minha filha está sempre comigo e inevitavelmente ela já me ouviu falar muito do assunto e até já me observou lendo alguns livros sobre anorexia. Ela inclusive chegou a me questionar se eu estava doente, achei bonitinha a preocupação dela comigo e acabamos conversando muito sobre o assunto. Ela anda muito atenta com toda a informação que acabei passando para ela. A minha filhota nunca foi de comer muito, mas depois que conversamos, ela passou a comer mais e melhor!

Sendo contra todas essas alternativas, que parecem comuns no mundo da moda, como você faz para estar com um corpo considerado perfeito?

CB: Acho complicado falar em corpo "perfeito". Teria que perguntar sobre o referencial que você usa. Apesar de ainda trabalhar muito como modelo, desfiles, etc, não tenho o considerado "corpo perfeito" para o mundo da moda, que aceitaria no máximo os 90cm de quadril - meu quadril já passou de 97cm! Mas me considero feliz e saudável desta maneira.

Além da Marcha, sei que você participa da campanha contra o "Câncer Bucal". Aliar-se a algumas causas que considera importante traz que tipos de benefícios para sua vida?
CB: Sair em defesa de causas nobres me traz muitos benefícios pessoais. É sempre um fator social positivo. O prazer em ajudar o outro libera a felicidade e nos aproxima da realidade de uma forma muito específica. É o momento em que paro de olhar para mim e começo a me doar, tornando-me mais humana e sensível aos problemas que a sociedade vive.

Para finalizar, qual sua opinião sobre a safra de modelos plus size (as gordinhas)?
CB: Como já disse, não acredito em um único padrão de beleza e fico muito feliz quando abrem espaço para outras belezas que foram esquecidas.

Serviço: Marcha das Famintas
Sexta-feira, 28, às 17h.

São PauloSai do Hospital das Clínicas rumo à Oscar Freire.

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Série: Sem dúvidas



Entre os dias 30 de outubro e 05 de novembro, o GPON irá apresentar uma série sobre os distúrbios alimentares.



Imagens, vídeos e textos jornalísticos serão apresentados.


Espero que gostem....

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Anorexia e Bulimia - A moda letal

Escolhido por votação, o novo tema do GPON é Anorexia e Bulimia.
Quer saber mais sobre o tema? Acesse: http://veja.abril.com.br/especiais_online/anorexia-bulimia/index.shtml

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